Firme no arreio

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Location: Uberaba, Minas Gerais, Brazil

Sou um caipira paulista. Nascido em Araras, uma cidade as margens da rodovia Anhanguera. Trabalho com comunicação e nos últimos anos tenho me dedicado a produção de vídeos sobre meio rural. Quase tudo o que faço está relacionado ao meu trabalho, voltado para agricultura, pecuária, meio ambiente e melhoria da qualidade de vida no campo.

Friday, March 30, 2007

Arte e ofício

A comunicação integrada dos grandes orgãos de imprensa faz mais estragos em nosso país do que o crime organizado, o analfabetismo e a miséria juntos.
Além de gorda, a mídia grande agora também é etílica. Com a visita de Bush Júnior a vocação de colônia extrativista de nosso país ganha novo reforço neste começo de século XXI. Nem a elite local vai ganhar com isso. Os grupos multinacionais do etanol estão em formação. Empresário ianque, não sabe que no Brasil existe um povo, que tem cultura própria e que tem o péssimo hábito de insitir em viver.
Isso não se fala. O pensamento único entorpece.
Jornalismo, arte e ofício da lucidez como objeto de resistência. Haja fôlego.
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Wednesday, February 07, 2007

O Revelação

O Revelação, jornal laboratório produzido pelos alunos do Curso de Comunicação Social da Uniube está de cara nova.
Em nova fase, também com novo ânimo e diretrizes.
O Revelação, além de ser um espaço debutante para futuras estrelas do jornalismo também pode revelar novas ações e atitudes de um novo jornalismo.
Aliás, jornalismo e novidade não deveriam andar juntos?
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Saturday, November 18, 2006

Retomando

Este blog foge bastante a idéia original proposta pelo Mestre André, que é a de ser um resumo sobre o aprendizado em sala de aula. Mas vou tentar dar rumo, ou melhor, coerência à esta ferramenta de ensino e exercício da escrita.
Muitos fatos ocorreram, começando pelas eleições, a Semana de Comunicação da Uniube, tão brilhantemente planejada, organizada e executada pela Equipe Portfólio, e cabe aqui um argumento de continuidade. Agora que o presidente Lula tem novo mandato, somos nós, enquanto estudantes de jornalismo, jornalistas e nação brasileira, eternos candidatos. Isso mesmo, sejamos todos candidatos à viver num país melhor, mais justo, mais transparente, mais culto e mais tudo. Passados os embates partidários, o negócio é deixar prá lá mágoas e ironias e tocar em frente. Nosso país é grande, e bota grande nisso. Segundo Eugênio Bucci, da Radiobrás, temos ainda áreas não cobertas pela comunicação. Comunidades de áreas de fronteira só têm acesso ao rádio e muitas vêzes a partir de emissoras dos países vizinhos. É século XXI, Paris e Nova Iorque estão a dois cliques do mause. Mas as comunidades de fronteira, algumas delas, no século XVIII.
Estejamos pois, em permanente campanha.
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Jornalismo em Curso é motivação à prática


Partindo do princípio de que a vida nos apresenta boas e más lutas, estar sempre com disposição para aprender e conhecer o novo são questões que fazem parte da "boa luta", proposta pelo professor Antônio Cândido. E como é bom lutar por boas causas.
Um exemplo concreto dessa "boa luta" tenho encontrado nas tertúlias jornalísticas promovidas nos seminários da disciplina de Teoria, Reportagem, Entrevista e Pesquisa em Jornalismo ( TREP, para os íntimos). Um momento rico, mágico e prá la de esclarecedor.
A partir de grandes livros-reportagem, os grupos apresentam o autor, o estilo, e discutem a construção do texto e da reportagem. As descobertas são surpreendentes.
Dá até funk.

TREP consciente.
TREP com vigor.
TREP sem medo.
TREP por amor.
TREP presente.
Livremente TREP.
Imagine TREP.
Pense TREP.
TREP gostando ou...
TREP transparente.
TREP constantemente.
Quando a TREP aparece
Sempre a TREP arrepia.
Depois que a TREP acontece
Vem TREP em profusão.
TREP é divertida.
TREP a vida inteira.
TREP faz sentido.
TREP é direção.
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Friday, November 03, 2006

O direito à ternura


O médico psiquiatra e mestre em filosofia Luis Carlos Restrepo, autor de O direito à ternura fez uma obra original, extremamente pertinente e que é também uma profissão de fé.
Sob luz da teologia, da pedagogia, da filosofia e contrapondo de maneira enfática o racionalismo, Restrepo propõe um novo Homem, uma nova sociedade, a partir de um sentimento genuinamente humano que é a ternura.
Questionador quanto aos resultados produzidos por uma ciência clássica e acadêmica que não leva em conta as necessidades de conhecimento, motivadas pelo mais diversos sentimentos, O direito à ternura é uma viagem por lugares do corpo e da mente, pouco explorados no mundo acadêmico, Restrepo nos induz a “saber da ternura, tatear o universo político a partir da emoção”, é essa a premissa que norteia os caminhos alicerçados pela cognição. Nossos sentidos têm papel fundamental na interpretação do entorno e na assimilação e produção de conhecimento.
Como este “projeto de humanidade” do qual somos integrantes e agentes, historicamente, se pautou por uma pedagogia da guerra, desde a convivência familiar, onde se apresentam as primeiras “regras do bem viver” e onde se erguem também as primeiras barreiras, limitadores das emoções, com a imposição de um conceito de ordem e adestramento chamado também de disciplina mas que na verdade não passam de agentes opressores ao desenvolvimento do apelo humano e humanístico, ou seja, um conceito de educação guerreira que visa triturar os sentimentos. Nesse sentido o autor nos propõe a formação de uma sociedade da ternura.
O afeto é primal e primário na nossa formação, portanto não pode ser deixado de lado, ao citar Fernando Pessoa “Sentir é distrair-se”, o autor eleva aquela fração de segundo que constitui um impulso de sentimento que provoca curiosidade ou revelação, ou entendimento, a um momento êxtase. Sentir, de forma ampla, profunda, sentir com o corpo, com a mente, de forma consciente é um ato de contracultura e traduz um novo significado a idéia de viver e de conviver.
O excesso de razão vem deformando a sociedade ocidental onde a objetividade racionalista não responde mais às perguntas do Homem contemporâneo, “A imagem de mundo será lapidada pela indução”, ou seja, o juízo de percepção, transforma conceitos e elabora novas concepções até mesmo sobre os aspectos mais ortodoxos da ciência. O sentimento é “a matriz afetiva para obter ou alcança conhecimento.
Nesse sentido a ternura é também agente transformador e colocado como “apelo ético aos que têm poder”, uma vez que os poderosos, ricos e assoberbados homens, devem ter sua frieza anulada a partir da prática da ternura, a qual pode e deve levar ao nascimento de um mundo pautado em novos valores e não mais com ênfase na questão mercadológica.
A leitura de O direito à ternura foi um exercício de identificação com cada parágrafo, com cada capítulo.
A evocação subliminar ou quase escondida que o autor faz do respeito entre as pessoas e ao planeta como um todo só reafirma a necessidade da formação de um novo Homem, de um Homo-fraternalis, talvez uma nova espécie voltada para a paz, harmonia com o meio ambiente e gerador de uma sociedade pautada em valores mais verdadeiros e transformadores, capaz de produzir um corpo saudável a partir das experiências do sentir, e da pratica das emoções como propulsora de saúde e bem estar pessoal e comunitário. Talvez estejamos na transição entre a sociedade de mercado para a sociedade do afeto. Mas pelo que o ser humano apresenta no momento, a fase de transição ainda vai durar muitos e muitos séculos.
Cabe a nós, antecipar e concretizar essa etapa.
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Tuesday, October 24, 2006

Davi contra Golias, excesso de confiança derruba gigantes

Para quem esperava novas e surpreendentes trapalhadas do Partido Tabajara neste segundo turno, a grande surpresa foi a patetada que a Rede Globo apresentou com a história das fotos da dinheirama do dossiê dos Vedoin.
O diretor de jornalismo global publicou uma peça (favor não confundir com pregou uma peça) no Observatório da Imprensa contestando a revista Carta Capital, que deu em chamada de capa os bastidores do caminho que a foto percorreu até de ir ao ar no JN.
Além de abrir a mais recente polêmica do jornalismo brasileiro, os comentários ao texto do diretor global revelam que o número de trouxas está diminuindo em nosso país. Essa confirmação se dá também no blog de Mino Carta. É só ler o Observatório e o blog do Mino para comprovar. Carta Capital com sua modesta tiragem, na casa dos 66 mil exemplares, desbanca a grande mídia. Mestre Mino, como sempre, expõe a hipocrisia dos editores sagrados.
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Eleições, debates e o vácuo

Este segundo turno das eleições 2006 revela um lado ainda muito obscuro da nossa comunicação. Depois do conceito de palanque eletrônico empregado ao horário da propaganda eleitoral na tv, quando boa parte dos telespectadores, privilegiados pela conexão com uma tv por assinatura, muda de canal, ou vai cuidar da própria vida, agora é vez dos debates.
Sem me ater ao desempenho de um ou outro candidato, mas avaliando as estratégias adotadas nos dois lados, fica evidente que este modelo ou formato de confronto tem os seus dias contados.
Os candidatos não sabem usar o espaço, e a emissora não consegue organizar o debate de forma que seja proveitoso para o cidadão, eleitor ou não dos dois debatedores.
O confronto direto se mostra ineficiente diante das artimanhas e astúcia do viciado mundo da política partidária. O programa está mais para entretenimento e espetáculo do que para exercício da cidadania.
Mas do jeito que tudo demora para mudar nesse país, principalmente em se tratando de televisão, onde um formato é eterno e só mudam as cores, acredito que vai ser pela internet que vai aparecer uma nova maneira de confronto entre as forças partidárias e aí sim, o cidadão vai poder se ao luxo do esclarecimento.
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Wednesday, October 04, 2006

Segundo turno ou prorrogação?


Apesar das urnas indicarem a divisão do eleitorado brasileiro entre Lula e Alckmin, os meios que vão definir a eleição para presidente do Brasil em 29 de outubro privilegia e muito o canditado tucano.
Se por um lado o PT demonstrou ser insuperável no ítem trapalhadas, já no primeiro turno, com a eleição praticamente ganha pelo presidente Lula, agora, agindo com desespero, as chances de patetadas são maiores ainda.
Com o PSDB levando a eleição para a prorrogação, o arsenal tucano cresce imensamente, e o PT está sem munição. Se formos comparar com uma guerra, Alckmin conta com um exército regular, com grandes generais-estrategistas, apoio financeiro, aeronáutica, marinha e equipamentos de última geração. O PT, por outro lado tem alguns AR-15 e só pode atuar mesmo se for com estratégias de guerrilha. Como o terreno é plano e limpo, fica muito difícil agir de assalto. Assalto no sentido militar da palavra.
O dossiê municia demais o PSDB, e Alckmin já vinha crescendo nas pesquisas na última semana das eleições.
Não sei não, mas tudo indica que o PT vai para o segundo turno só pra cumpir tabela ou entra para a prorrogação com o time desfalcado por expulsões, sem fôlego, com cãibras e o técnico vendo o jogo das arquibancadas. O PSDB joga com titulares absolutos.
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Saturday, September 30, 2006

O rádio roubou a cena



Nesta sexta-feira 29 de setembro, um avião da Gol Linhas Aéreas, que fazia a rota Manaus-Rio de Janeiro, desapareceu na região da Serra do Cachimbo(sul do Pará com Mato Grosso), por volta das 16:40 horas.
A aeronave, um Boeing de última geração, transportava 149 passageiros e 6 tripulantes.
Além de lamentável, o episódio está dando um enorme trabalho para os colegas que atuam com Comunicação Organizacional, tanto na Gol como nos órgãos de controle da aviação. A chance deste caso vir a ser tema de avalição das mestras Cássia e Karla é de quase cem por cento.
A imprensa começou a divulgar o fato por volta das oito da noite. As dez da noite as redes de televisão Record e Band colocaram seus âncoras e repórteres na maior fria. Todos ao vivo, sem muita informação, entrevistando um monte de especialistas que nada sabiam sobre o acidente. Foi por volta das onze da noite que a Band localizou, por telefone, um usuário do sistema de radioamador que deu a única informação consistente em mais de três horas de cobertura do fato. Ele estava se comunicando com um colega, também radioamador,que contou sobre a queda de um avião em determinada fazenda em Peixoto de Azevedo/MT. Sabendo disso ele avisou a direção da Gol.
Pois é...tanto celular que tira foto, filma, edita, lava, passa, cozinha. Tantos programas de informática para comunicação e interatividade, radares, GPS, o escambau, e o velho radioamador foi a ferramenta usada para informar a localização da queda da aeronave.
As vezes esses dinossauros são de uma eficiência que não tem tamanho. Por isso também, alguns colegas de Comunicação são tão apaixonados por rádio, tendo na linha de frente o professor Anderson Andreozi. O culto ao capelinha não é de graça.
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